sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Quando entrei no ensino médio, optei pelo curso técnico de meio ambiente, entrei com a mentalidade: "Quero salvar o mundo, quantas arvores preciso plantar?" era simples, eu queria um numero, só tinha 15 anos e achava que era bem por ai, logo ainda naquele ano aprendi que o problema era pior, mas não em sala, aprendi fora dela, como com tudo, foi em discussões com amigos, leituras, filmes, documentários... Aprendi que não era necessário plantar arvores, a natureza faz isso muito melhor do que humanos. Era preciso parar de cortar arvores. Pronto, eu devia ter 16, e agora eu queria caçar cada filha da puta que estava destruindo o mundo que eu queria salvar. Mas ai eu aprendi que o problema era pior, mas não em sala, aprendi fora dela, como já disse uma vez e repito, nunca aprendi nada dentro da caixa de paredes brancas, foi em discussões com amigos, em leituras, filmes, documentários, meditação... Aprendi que o problema não era cortar arvores, o problema era precisar cortar arvores. Era preciso descobrir porque precisavamos viver tanto na contra mão da natureza, enfim, eu tinha 17 anos, e descobri que o sistema econômico exigia que depredacemos tanto o meio ambiente, era preciso mudar de sistema econômico, por sorte não busquei mais uma vez em sala de aula como faria isso, do contrário provavelmente viraria uma marxista ou outra motivo de piada qualquer, foi em discussões com amigos, leituras, filmes, documentários, meditação, passeios na floresta da tijuca... Aprendi que o sistema econômico moderno, o capitalismo, depredou, mas antes dele, já depredávamos, e até mesmo as correntes alternativas a ele, como o comunismo Russo, por exemplo, foi um dos sistemas que mais depredou o meio ambiente, em nome da nação, da guerra, e outras coisas que eu não peguei porque matei aula aquele dia. Eu tinha 19 anos e descobri a Anti-Civilização, Zerzan, Quinn, Sahlins... Uma corrente que afirma que não haverá solução enquanto não retornarmos para a natureza, para uma vida em cosonancea com o mundo natural e com o homem natural. Mas ai eu aprendi, e dessa vez eu nem mesmo escola tinha mais para ir, foi em passeios na pedra branca, foi em meditação, sonhando, em leituras que eu questionei, se antes era tudo muito bom, porque então criamos toda a civilização com todo seu tipo de merda? alguma coisa havia de errado com o homem, no que ele tocasse, iria dar errado, não importando aonde fosse, pouco importava o seu ambiente, ou sistema econômico. Foi então que eu conheci, o Tao Te Ching e o Bhagavat-gita, eu tinha 20 anos, o mundo é uma merda, eu estava na faculdade, e eu nem mesmo queria mais salvar o mundo, queria destruí-lo. Passado essa fase, eu fiz 21 anos, e descobri que até mesmo na merda, há coisas boas, e bonitas, coisas valiosas, que vale a pena lutar, são as boas ações das pessoas, nem sempre fazemos elas, mas quando escolhemos fazer, mudamos o mundo, percebi que a solução não era única, mas era cada coisa que podemos fazer de melhor.

Mas se precisar destruir o mundo, eu ainda to nessa vibe!

domingo, 28 de agosto de 2011

Tributo a falta de ar prolongada


Eu estou definhando, mas não é por comida.
Como no inverno, quando o Sol não esquenta.
Como no verão, quando o gelo não se forma.
Como no outono, quando as folhas não se sustentam.
Como na primavera, quando a vida se renova.
Quando sentimos fome, mas não é por comida...
Quando a saudade não é mais percebida.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Você é todo um erro psicossocial

Seu nome é só uma palavra que te designa.
Seu corpo é só uma matéria que te ilustra.
Sua idade é só um numero que te mata.
Sua percepção é só uma sensação que te engana.
Seus pensamentos só são uma resposta aos seus estímulos.

Seu nome é só aquele que se diz você.
Seu corpo é só aquilo que se passa por você.
Sua idade é só o quanto você foi roubado.
Sua percepção foi só aquilo que você perdeu.
Seus pensamentos são só o cúmplice dos teus atos.

O que te designa são só os graus acadêmicos que você põe antes do nome.
O que te ilustra são só os adereços que você põe em seu corpo.
O que te mata só são suas idéias.
O que te engana é só o que você quer.
O que te estimula é só o que você gosta.

Os seus prefixos são só o que você tem a oferecer.
Os teus adereços são só o que você tem para mostrar.
As suas idéias são só as influencias que você sofreu.
O que você quer é só aquilo que você não precisa.
O que você gosta é só aquilo que te entorpece.

Quem é você afinal?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Abra os olhos.

Porque então você me deu a chance de ver o futuro?
Se já vejo o futuro se consolidando, como poderei mudá-lo?
Ver como será, mostra a minha impotência em mudar o futuro?
Ou minha incapacidade de mudar o presente?
__________
Porque somente essas duas opções? - respondeu brevemente.
Eu acrescentaria também sua incapacidade de ser responsabilizar pelos seus atos.
Porque não?

sábado, 26 de fevereiro de 2011

(foto: h.koppdelaney)

O caminho para a Paz, o Auto-conhecimento, a Sabedoria, é o mesmo para Solidão.
Há milhões de maneira de acertar errando, o acerto começa no erro. Há milhões de estradas para seguir, e há milhões de chances para acertar. Cometer os mesmos erros, sim. Mas nunca parar de andar.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu construí uma ilha.

Qual é a onomatopéia daquela situação em que você respira fundo, solta, e a única coisa que tem a dizer é: “Então é isso...” logo depois de alguém falar algo que te destrói por dentro?

Ultimamente minha capacidade de criar coisas foi cruelmente abatida por aquela de perder as que já tinha conquistado. Percebo todo dia que perder é um hábito que nunca nos acostumamos, depois de sucessivos fracassos decidimos não tentar mais, assumimos que não ter é melhor do que assumir o risco de perder novamente.

Eu nunca tive a intenção de ferir ninguém, se fiz, foi por excesso de carinho, mas que de boas intenções o inferno está cheio, eu já sei...

Quando se é cruelmente honesto com seus amigos, muitas vezes ferimo-los, a parte oculta desta história é que dói de exata proporção naquele que faz, honestidade pura só é característica das verdadeiras amizades e é por isso que dói tanto.