Quando entrei no ensino médio, optei pelo curso técnico de meio ambiente, entrei com a mentalidade: "Quero salvar o mundo, quantas arvores preciso plantar?" era simples, eu queria um numero, só tinha 15 anos e achava que era bem por ai, logo ainda naquele ano aprendi que o problema era pior, mas não em sala, aprendi fora dela, como com tudo, foi em discussões com amigos, leituras, filmes, documentários... Aprendi que não era necessário plantar arvores, a natureza faz isso muito melhor do que humanos. Era preciso parar de cortar arvores. Pronto, eu devia ter 16, e agora eu queria caçar cada filha da puta que estava destruindo o mundo que eu queria salvar. Mas ai eu aprendi que o problema era pior, mas não em sala, aprendi fora dela, como já disse uma vez e repito, nunca aprendi nada dentro da caixa de paredes brancas, foi em discussões com amigos, em leituras, filmes, documentários, meditação... Aprendi que o problema não era cortar arvores, o problema era precisar cortar arvores. Era preciso descobrir porque precisavamos viver tanto na contra mão da natureza, enfim, eu tinha 17 anos, e descobri que o sistema econômico exigia que depredacemos tanto o meio ambiente, era preciso mudar de sistema econômico, por sorte não busquei mais uma vez em sala de aula como faria isso, do contrário provavelmente viraria uma marxista ou outra motivo de piada qualquer, foi em discussões com amigos, leituras, filmes, documentários, meditação, passeios na floresta da tijuca... Aprendi que o sistema econômico moderno, o capitalismo, depredou, mas antes dele, já depredávamos, e até mesmo as correntes alternativas a ele, como o comunismo Russo, por exemplo, foi um dos sistemas que mais depredou o meio ambiente, em nome da nação, da guerra, e outras coisas que eu não peguei porque matei aula aquele dia. Eu tinha 19 anos e descobri a Anti-Civilização, Zerzan, Quinn, Sahlins... Uma corrente que afirma que não haverá solução enquanto não retornarmos para a natureza, para uma vida em cosonancea com o mundo natural e com o homem natural. Mas ai eu aprendi, e dessa vez eu nem mesmo escola tinha mais para ir, foi em passeios na pedra branca, foi em meditação, sonhando, em leituras que eu questionei, se antes era tudo muito bom, porque então criamos toda a civilização com todo seu tipo de merda? alguma coisa havia de errado com o homem, no que ele tocasse, iria dar errado, não importando aonde fosse, pouco importava o seu ambiente, ou sistema econômico. Foi então que eu conheci, o Tao Te Ching e o Bhagavat-gita, eu tinha 20 anos, o mundo é uma merda, eu estava na faculdade, e eu nem mesmo queria mais salvar o mundo, queria destruí-lo. Passado essa fase, eu fiz 21 anos, e descobri que até mesmo na merda, há coisas boas, e bonitas, coisas valiosas, que vale a pena lutar, são as boas ações das pessoas, nem sempre fazemos elas, mas quando escolhemos fazer, mudamos o mundo, percebi que a solução não era única, mas era cada coisa que podemos fazer de melhor.
Mas se precisar destruir o mundo, eu ainda to nessa vibe!
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